Hackers em videochamadas e conferências: como podemos nos proteger?

Em um mundo cada vez mais conectado, é importante saber como proteger as informações compartilhadas por meio de videochamadas. Saiba como aumentar seu nível de segurança.

Segurança cibernética

Do ensino à distância ao trabalho remoto, passando pela manutenção do contato com amigos e familiares – todos nós dependemos cada vez mais da internet para nos comunicarmos. É por isso que as videochamadas se tornaram tão essenciais para a comunicação. Vamos descobrir como é possível impedir ataques de hackers em videochamadas e videoconferências.

Em abril de 2020, a Zoom anunciou que havia registrado 300 milhões de participantes diários em conferências em sua plataforma, 30 vezes mais do que os 10 milhões registrados em dezembro de 2019 — um grande aumento em apenas quatro meses. A pandemia coroou a Zoom como o aplicativo mais baixado nos últimos meses; no entanto, quão seguros são esses serviços e como podemos nos proteger?

Vamos dar uma olhada nos principais riscos de segurançaassociados às videoconferências e no que você pode fazer para se proteger.

Como se proteger contra hackers em videochamadas e conferências

Embora a tecnologia deva ser projetada de forma segura por padrão, às vezes os funcionários podem contornar essas medidas de segurança, muitas vezes sem intenção. Em um ataque, as senhas e o acesso às contas estão em primeiro plano. Se um hacker conseguir acessar a conta de um funcionário por meio de uma plataforma de videochamadas, ele terá acesso a uma quantidade incalculável de dados privados.

A orientação mais importante para a segurança das videoconferências é sempre manter as senhas em sigilo. Os funcionários nunca devem compartilhar senhas por chat, e-mail ou mesmo por telefone, pois os hackers costumam tentar induzir os usuários a fornecer essas informações. Para isso, eles podem se passar por alguém legítimo da empresa, em uma prática conhecida como “phishing”.

Levantando questões sobre a segurança das ferramentas de videoconferência

A primeira coisa que você precisa se perguntar sobre uma ferramenta de videoconferência é:

Ele possui criptografia de ponta a ponta?

Esse tipo de criptografia protege as comunicações de forma que elas sejam vistas apenas pelos usuários envolvidos e que ninguém possa interceptá-las, nem mesmo o próprio aplicativo. 

As videochamadas podem ser interceptadas e gravadas por terceiros?

Alguém consegue ouvir a chamada e, talvez, gravá-la? Quem pode participar da chamada e como? À medida que as escolas passam a usar o Zoom para oferecer aulas online, a questão da violação de privacidade levanta dúvidas sobre a proteção das crianças. Para acessar as reuniões do Zoom, é necessário um URL curto composto por números, que os hackers conseguem gerar e adivinhar com facilidade.

Como os dados de informações da conta são utilizados?

Até que ponto os marcos regulatórios, como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), são respeitados? Qual é o nível de transparência dos aplicativos em relação aos dados que coletam dos usuários? Quais terceiros têm acesso a esses dados?

Onde os dados do aplicativo ficam armazenados no seu dispositivo?

Isso é especialmente importante quando se trata de informações e documentos particulares.

Dicas para prevenir ataques de crimes cibernéticos

No contexto das videochamadas, há várias coisas que você pode fazer:

  1. Remova imediatamente qualquer usuário suspeito. A menos que se trate de uma reunião aberta, usuários não identificados não devem participar da videochamada. Para impedir que hackers interrompam a chamada ou tenham acesso a informações confidenciais, remova-os imediatamente.
  2. Não tenha medo de “silenciar todo mundo”. Se um grupo de trolls entrar na sua chamada, é fundamental mantê-los em silêncio enquanto você descobre como se livrar deles. 
  3. Remova links suspeitos do chat. Muitos hackers inserem URLs no chat para causar estragos, mesmo depois de você os ter expulsado. Como esses links podem direcionar os usuários a sites maliciosos, é preciso orientá-los a não clicar neles ou a excluí-los.
  4. Lembre-se de desativar o vídeo e o compartilhamento de tela. Muitos trolls interrompem as chamadas com imagens obscenas e ruídos excessivos. Os moderadores e anfitriões devem sempre ter em mente que podem desativar os vídeos ou bloquear o recurso de compartilhamento de tela de convidados indesejados.
  5. Defina limites para as conferências, se necessário. As senhas de usuário podem ser uma forma eficaz de impedir que trolls participem de videochamadas. Se você tiver acesso amplo aos recursos de chamada, considere utilizar esses limites como uma medida de segurança adicional.
  6. Ative as configurações “desativar microfone e vídeo”. Para conferências abertas a um público maior, desative o microfone e o vídeo de todos os usuários.
  7. É importante saber quando utilizar o recurso de webinar. Eventos com muitos participantes, mas poucos palestrantes, geralmente funcionam melhor como webinar do que como videoconferência. No entanto, a participação do público pode ser limitada com essa opção. Dessa forma, é possível minimizar as interrupções, sem impor muitas restrições.

Como proteger nossa segurança de forma eficaz

Como o trabalho remoto continua sendo a norma, agora é mais importante do que nunca garantir a segurança das chamadas e videoconferências. A segurança não se limita apenas às chamadas; é igualmente importante proteger o sistema e os dados associados contra acessos não autorizados.

Algumas diretrizes podem ser de grande ajuda, mas, por si só, não serão suficientes. Protocolos integrados, como segurança no login, criptografia e conexões diretas entre navegadores, podem atuar em conjunto para garantir a privacidade de todas as reuniões de negócios.

É fundamental que essas medidas sejam integradas e constituam um componente sempre ativo da sua plataforma. Nossas soluções de Segurança e Conformidade são a resposta para proteger toda a sua estrutura online e digital.

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